sábado, 23 de março de 2013

O que andam dizendo de você?


Ser cristão as vezes é complicado.

Sempre somos observados de uma maneira diferente.
Não posso contar uma piada...
Se eu fizer um comentário qualquer, logo escuto “Ei.. Você não é crente?”.

A verdade é que muita gente confunde postura engessada com atitudes verdadeiramente cristãs. 

Estava lendo o livro do profeta Daniel e me deparei com uma realidade que me fez pensar sobre esse “modelo de crente” que existe por ai.
Daniel era um alto escalão do reinado do rei Dário. Ele não prestou concurso público e nem mesmo sonhava em ser um diplomata. Mas ele foi levado à força quando jovem e agora servia como um escravo ao rei Dário.

Daniel era conhecido por fazer muito bem aquilo que ele tinha pra fazer, e todos os outros líderes tinham inveja dele, e o rei o admirava.
Outra coisa que sabemos que Daniel fazia e que todos sabiam é que ele tinha um relacionamento transparente com Deus.

Não não.... Se você acha que Daniel usava desenhos gospel no para-choque do carro, está enganado. Ele não ouvia música evangélica e nem mesmo ao falar usava de jargões crentes, daqueles que ninguém entende.

Daniel todos os dias orava pelo menos três vezes e fazia isso de janelas abertas, isso porque nos tempos de Daniel o templo representava a presença de Deus e ele abria a janela para o lado de Jerusalém, onde ficava o templo.

Se fazem piadas, ou comentários maldosos por você ser cristão, não esquenta, isso acontece mesmo, aconteceu até com Daniel.
Mas se existe algo que faz as pessoas saberem que você é cristão, espero que siga o exemplo de Daniel, faça sempre o seu melhor, mesmo que seja um trabalho que você não aprecie muito, faça o melhor que puder sempre. E tenha um relacionamento com Deus, diário, constante e transparente.

Seus amigos não precisam saber que você é cristão porque você diz “glória” e “aleluias” ao final de cada frase, mas porque você simplesmente demonstra nas atitudes mais simples do dia-a-dia que Deus faz parte da sua agenda. Quando você ora pelas pessoas, quando você compartilha o que tem aprendido sobre Deus e o quanto ele tem impactado sua vida através da comunidade cristã ou através da leitura bíblica.
Deus o abençoe

@SandroValerius

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O verdadeiro Milagre


Talvez você já tenha ouvido falar sobre a multiplicação dos pães!

Foi numa das vezes que Jesus falava com um grande número de pessoas, e resolveram partilhar um pouco de alimento e simplesmente o alimento foi suficiente para uma multidão que não acabava mais! 


Incrível mesmo...

Muitas pessoas se referem a esse evento e sempre se lembram de como tudo aconteceu, e o principal feito é a comida que foi multiplicada... usam essa referência pra dizer e enfatizar a multiplicação! 

Fala sério... já pensou?

Se seu carro na garagem se multiplicasse? Ok, daria problemas com placas clonadas, mas ainda assim seria legal! Ou se as moedas no cofrinho de lata se multiplicasse? Ou se o próprio cofrinho se multiplicasse! Ahh porque não pensar no mundo de papel, e se os dígitos na sua conta corrente se multiplicasse? (óbvio que quando ela está positiva, multiplicar os números com a conta negativa é um milagre muito comum).

O que ninguém percebe é que o verdadeiro milagre nessa história, é que o próprio Jesus está nela! Sim, ele está entre as pessoas!
No início dessa narrativa Jesus está cansado e seguindo para um lugar sossegado, mas ele acolhe as pessoas que o procuram... ele está entre o povo!

Tudo bem... isso aconteceu há mais de vinte séculos atrás... a comida que se multiplicou, acabou... a fome do povo que comeu essa comida, também voltou...

Há vinte séculos ele estava com essas pessoas, e ainda hoje, continua ao nosso lado todos os momentos da nossa vida!

Quando alguém ficar enfatizando os milagres, veja se por acaso não estão esquecendo da melhor parte, que é o próprio Deus acolhendo as pessoas, ouvindo e cuidando dos seus filhos!


Você pode conhecer mais sobre a multiplicação dos pães lendo o evangelho de Lucas, capítulo 9, a partir do versículo 10.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Descanso


Nesse feriado, quando sai da cama, depois de um banho, um café, peguei o computador e enquanto via algumas mensagens e e-mails, um aluno me chamou e perguntou sobre provas, se eu tinha corrigido.

Olhei para o relógio, dia chuvoso diga-se de passagem, as crianças querendo chocolate, dia chuvoso, o aluno no face perguntando sobre provas... 

Um dia Deus resolveu construir todo o nosso universo, e de maneira bem poética o livro de Gênesis registra cada ato criador de Deus... Ele foi criativo e minucioso em cada planta, animal ou mineral que criou.

Partes da sua criação ainda são descobertas e mostradas National Geographic, e em cada uma das reportagens que anunciam um fungo, uma planta ou um inseto que eram até então desconhecidos eu penso “puxa, Deus criou isso a milhões de anos e o homem não sabia!”
Chegou um momento em que Deus olhou para toda a sua criação e disse “ufa... acabei”.

“Quando chegou o sétimo dia,
Deus havia terminado sua obra.
No sétimo dia,
Ele descansou de toda a sua obra”

Gênesis 2.2, “A Mensagem”

Deus podia muito bem continuar criando, não é mesmo? Mais uma cor, mais uma planta, só mais uma estrela, mas Deus se contentou... então ele apenas disse “está bom”.

Essa é uma lição que nós demoramos a aprender!

Precisamos num certo momento olharmos para nosso trabalho, para nossos móveis, para nossos carros, para nossa conta bancária e dizermos “está bom”.

O descanso é mais que uma pausa na semana, é uma atitude de satisfação, aprender a se satisfazer com o que se tem e dizer “agora é hora de parar

Nossas famílias precisam disso, nossos filhos, nossas própria saúde precisa desse descanso.

Então... que tal num feriado como este, num sábado ou numa temporada de férias com a família apenas dizer “está bom... agora vou descansar”.

Até mais, eu vou comer chocolate!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Páscoa

Segundo um velho costume, durante a Páscoa o governador libertava um único prisioneiro, escolhido pelo povo. Na ocasião, o infame Barrabás estava na prisão. Dirigindo-se ao povo, Pilatos perguntou: “Qual prisioneiro vocês querem que eu perdoe: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?”. Eles disseram: “Barrabás”. “Então, o que farei com Jesus, chamado Cristo?”, insistiu. Todos gritaram: “Crucifique-o!”. (Mt 27.12,13,22)

A primeira celebração da Páscoa (Pessach), ocorreu quando Deus enviou as dez pragas sobre o Egito. O faraó egípcio escravizou os judeus porque eles se haviam tornado numerosos. Os israelitas clamaram a Deus, e ele lhes enviou um libertador chamado Moisés. Através deste homem Deus trouxe uma série de 9 pragas sobre o Egito com a intenção de persuadir Faraó a libertar os israelitas. Como Faraó não mudou de idéia, Deus anunciou a 10ª e última praga. Deus anunciou a Moisés que em determinada noite, ele enviaria o anjo da morte para matar o primogênito de toda casa no Egito. Isto convenceria Faraó a deixar o povo partir.

Mas e os israelitas?

Deus salvaria os israelitas da seguinte maneira: Os chefes das famílias judaicas deveriam tomar um cordeiro sem manchas e defeitos, matá-lo e pintar com seu sangue o batente da porta. Quando o anjo passasse por ali e visse o sangue do cordeiro na porta, ele passaria de largo por aquela casa e não mataria o primogênito. Os judeus entenderam que o cordeiro morrera como substituto pelo primogênito em cada família. 

Deus então estabeleceu a festa da Páscoa como memorial para Israel celebrar a cada ano, e assim nunca se esquecer de sua libertação do Egito, terra de escravidão.

Aproximadamente 1.500 anos depois, por ocasião de uma celebração da Páscoa, Jesus, o Cristo, estava preso por acusação de blasfêmia diante de Pilatos juntamente com Barrabás que havia sido acusado por assassinato. Na celebração da Páscoa um preso era liberto e perdoado de suas acusações. O governador então perguntou aos religiosos ali presentes quais dos dois deveriam ser libertos. O povo foi convencido a gritar pela liberdade de Barrabás e pela crucificação de Jesus.

Um justo sendo acusado injustamente, enquanto um injusto e assassino é solto para viver em liberdade. Temos aqui um prenúncio do que aconteceria alguns momentos depois na cruz. Mais uma vez o mundo presenciaria um justo morrendo no lugar de um injusto.

Hoje é sexta-feira santa, é um dia o qual precisamos lembrar que um justo morreu para que um injusto pudesse viver. Hoje eu posso viver porque um dia O Justo, o homem que era e é de fato Deus, morreu por mim.

Convido você a ter alguns momentos de reflexões sobre a sua vida nos próximos dias. Tentando entender o significado do que aconteceu naquela sexta-feira. E no domingo, incentivo você a procurar uma igreja na sua cidade para glorificar e exaltar este Jesus que hoje está vivo. 

Que o Senhor o abençoe e te traga vida!


Você pode ler outros textos do Daniel de Castro Alves no blog "Simples Assim"