quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A felicidade pode ser uma opção

Encontramos no corre-e-corre das nossas vidas motivos de alegria ou tristeza, porém, ser feliz para mim é ainda muito mais do que o resultado de tudo estar caminhando perfeitamente bem.

Conheço muitas pessoas que vivem uma vida de rei, tudo caminha perfeitamente bem, seus carros são novos, suas casas são grandes, belas e estão em condomínios, mas não estão satisfeitos, a alegria parece fugir de suas mãos como se tivessem tentando segurar a água sem um copo.


Por outro lado, nas mesmas condições ou em casos opostos é possível reconhecer muita gente, por que não dizer famílias inteiras, que são felizes. Ainda que, vez ou outra emergem em suas vidas problemas, lutas e desafios que trazem vários tipos de incerteza.


Creio que “Ser Feliz” está mais relacionado a uma decisão, escolhemos ser felizes. Mas existem dois conceitos que me ajudam a crer nisso.


O primeiro é que Felicidade está intimamente atrelada à gratidão, pessoas que conseguem olhar para sua própria vida, para as pequenas coisas e ser atento e grato por cada uma delas. Seja a formatura, mais um ano de vida, seja o carro que ainda anda (apesar de usado), sejam a chuva ou o Sol. Pessoas amargas, sisudas, dificilmente serão felizes.


Jesus Cristo no evangelho de Lucas (17.11) cura dez leprosos, mas apenas um agiu com gratidão, todos os outros conseguiram algo bom para suas vidas, a cura, mas apenas um conseguiu agir com gratidão, conseguiu perceber que havia ocorrido um milagre.


O segundo, é que ser feliz, não significa ser um bobo-alegre que ri de tudo e a todo o momento. Conflitos e lutas trazem transtornos e perturbações que podem abalar nossa estrutura, ninguém está isento, passamos por desemprego, dívidas, exames escolares, doenças e até mesmo a morte. O apóstolo São Paulo quando escreve aos Filipenses comenta que passou por várias lutas e sofrimentos, mas aprendeu a estar satisfeito em todas elas, por que a sua força não estava nele mesmo, mas em Jesus Cristo. Mas confiar está mais relacionado ao fato de que Paulo nem sempre esperava que as situações mudassem, como de fato muitas vezes não se alteraram, ele permaneceu preso em Roma até a sua morte, mas a sua confiança ia além, para ele Deus não havia o abandonado, continuava como Senhor da história construindo em sua vida, o caráter do apóstolo que Ele queria.




A felicidade não é um sentimento,

é uma opção.

Experimente ser grato por cada detalhe que você não tem observado há muito tempo na sua vida.


Nos momentos de aflição, assim como São Paulo, experimente confiar a Deus as suas lutas, mas não com a expectativa da solução, mas a expectativa do cuidado, Ele continua no controle da história.



@SandroValerius