quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Decepcionados com a igreja

A decepção nos cerca de qualquer jeito, basta apenas rodarmos nossa vida, como um globo, e apontarmos para uma região qualquer e pronto, encontraremos algo que nos decepcionou ou ainda nos decepciona. Por isso, quando falamos de igreja, e de pessoas que fazem parte dela, a coisa não é diferente.



Estudando a vida de São Paulo, ou do apóstolo Paulo, encontramos um homem que também se decepcionou. Ele foi abandonado pelos seus irmãos, foi difamado por pessoas que antes se diziam seus companheiros e vivenciou a falta de ajuda nos momentos mais difíceis.


Mas podemos aprender com Paulo que a decepção com as pessoas não encerra a caminhada de uma pessoa, pelo menos não para aqueles que desejam ser melhores, maduros e transformados.

O mesmo apóstolo decepcionado enriquece nossas vidas mostrando quatro atitudes que seguem na contra mão da decepção.

  • Ele dá sempre uma nova chance para aqueles que anteriormente pisaram na bola com ele.
  • Paulo entrega suas causas a Deus, afinal de contas, do que adianta registrar em nossas agendas todos as falhas contra nós, feitas pelas pessoas que nos rodeiam? 
  • Ele também exercita o perdão, nos ensinando o perdão nos liberta para uma vida de paz.
  • E por fim, Paulo confia em Deus, pois reconhece em toda a sua vida a presença e a ação de Deus que cuidou dele, mesmo quando tudo parecia complicado.
A decepção é real, ninguém escapa dela, porém, a nossa reação pode nos levar para lugares distintos.

Você pode amargar e se tornar alguém intolerante, sem amigos, sem paz e sem Deus. Ou pode aprender com os momentos de decepção, dando novas oportunidades, entregando suas causas a Deus, exercitando o perdão e reconhecendo o cuidado de Deus em suas vidas, e dessa forma, deixando de ser um “bebê chorão” para ser uma pessoa madura e de bem com a vida, rodeada de amigos e principalmente, experimentando uma paz que só Deus pode te dar. 

Deus o abençoe


@SandroValerius


Essa reflexão faz parte de uma série de mensagens sobre a Decepção. E quero convidá-lo a ouvir toda a mensagem clicando no vídeo abaixo:



Você pode encontrar essa história sobre o apóstolo Paulo, na sua segunda carta para Timóteo, no capítulo 4, versículos de 9 a 18.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Decepcionados com Deus

Você pode pensar que a Bíblia apenas conta histórias maravilhosas, onde homens e mulheres são sempre heróis e tudo sempre dá certo, mas não é verdade!



Nem todas as histórias são simples e tranquilas.

São Lucas escreve em seu relato sobre o Evangelho de Jesus a história de dois homens que após a sua crucificação ficaram tão tristes e tão decepcionados que resolveram voltar pra casa, abandonando tudo pelo qual haviam sonhado ao lado dos demais discípulos de Jesus Cristo!

Eles conheciam Jesus como um profeta poderoso em palavras, obras, um Messias enviado por Deus que libertaria sua terra dos domínios do Império Romano. Mas Jesus morreu e eles estavam tão decepcionados que não acreditaram que ele havia ressuscitado. 

Essa maravilhosa história nos diz que Jesus Cristo, que não foi reconhecido, caminhou ao lado deles como um estranho e perguntou sobre toda essa decepção, e depois explicou que o Messias, o enviado de Deus, deveria mesmo sofrer e através dos textos bíblicos mostrou que não só sofreria e seria humilhado, mas para a nossa salvação ele também ressuscitaria. No final da caminhada, Jesus ficou em suas casas até que depois de partir o pão, desapareceu.

Nesse caminho da decepção Jesus se aproximou e caminhou com eles, ouviu suas dúvidas e lamentos, trouxe um aprendizado novo e por fim permaneceu com eles em sua casa. 

Eles estavam decepcionados porque esperavam de Jesus Cristo o que Jesus Cristo nunca disse que faria, isso acontece ainda hoje, muitos de nós nos decepcionamos com Deus. A pergunta é, nos decepcionamos porque Deus pisou na bola ou porque criamos uma expectativa que ele nunca se comprometeu a cumprir?

Eu aposto na segunda opção!

Porém, a dor continua, e o que podemos fazer?
Quem de nós não faz planos?
Namoramos, casamos, compramos carros, viajamos, fazemos faculdade, prestamos concursos, entramos em cursos e em relacionamentos o tempo todo criando expectativas e muitas vezes, cobrando de Deus essas expectativas. E quando tudo dá errado, ficamos decepcionados!

Nesse caminho de decepção quero convidá-lo a crer que você não caminha sozinho, pois Jesus Cristo continua caminhando ao seu lado, mesmo quando você se sente decepcionado. Ele quer ouvir suas queixas e o motivo das suas decepções. Se estiver realmente disposto se prepare para aprender uma linda lição para a sua vida, e para a vida daqueles que estão à sua volta!

É importante saber que a decepção não pressupõe o fim da história, pois a caminhada chegará ao fim e você perceberá que estará muito mais íntimo daquele que é o autor da vida, que morreu e ressuscitou para que eu e você pudéssemos estar à mesa com ele, numa comunhão constante.

Deus o abençoe


@SandroValerius

Essa reflexão faz parte de uma série de mensagens sobre a Decepção. E quero convidá-lo a ouvir toda a mensagem clicando no vídeo abaixo.

Você pode encontrar a história dos dois discípulos que voltavam para suas casas no evangelho de Lucas, capítulo 24, versículos de 13 a35.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Suprema Felicidade existe de Fato

Ontem fui ao cinema para ver o filme "A Suprema Felicidade" de Arnaldo Jabor, que depois de quase duas décadas voltou ao cinema. Jabor nos apresenta as histórias e descobertas de um garoto, num Rio de Janeiro nostálgico e histórias típicas de cineastas brasileiros, carregada de cenas violentas (em poucas partes do filme), sexo (em boa parte do filme) e palavrões (bom... deixa quieto!). 
O  filme gira em torno de Pedrinho, com seus pais amantes e briguentos, avós felizes e perturbados, mas rodeado de amigos e oportunidades para a bebida, o sexo, brigas que aparecem durante todo o filme. Arnaldo insere muitas outras cenas caricatas, muitos casos estranhos e alguns até exagerados que fogem do centro da história, mas estão ligados à personagem central. Jabor é Jabor, vai tentar explicar?

Mesmo assim é um filme divertido, interessante!

Mas, por fim, a mensagem do filme é que a Suprema Felicidade, não existe! Buscamos, tentamos, vasculhamos e nunca a encontraremos. O seu Noel, avô do Pedrinho, comenta que não é feliz, no máximo alegre, mas um dia esperando o bonde na Lapa, sentiu uma profunda felicidade que durou alguns minutos e passou.

Certa vez eu estava com um grupo de repórteres entrevistando o cantor Toquinho, e eu perguntei se ele era feliz, e não me esqueci da resposta (nem poderia, está gravada) “Não há como ser completamente feliz, estou feliz por uma notícia boa na família, mas voltando pra casa vejo crianças no semáforo pedindo dinheiro, como posso ser feliz vendo cenas assim?”. Acho que o Toquinho concorda com o Jabor.

Então, vasculhando a minha mente, minhas leituras, meus próprios posts neste blog, me lembrei de mais alguém que fala, não apenas sobre a felicidade, mas sobre uma satisfação completa, plena e eterna.
Agostinho, no primeiro século, olhando para (talvez) as mesmas coisas que o Jabor e o Toquinho, chegou a conclusão de que as cidades são decadentes, a vida era degradante e o ser humano não tinha mesmo jeito.
Mas Agostinho dizia que existe um lugar próximo, presente em cada um de nós, onde a realidade é outra, e Agostinho chama esse lugar de “A Cidade de Deus”. Na Cidade de Deus, não importa como você seja, não importa a sua história, nela você pode ser pleno e nela a alegria é verdadeira, suprema, completa e eterna. A Cidade de Deus não fica longe, a Cidade de Deus existe onde você está, aliás, dentro de você mesmo, e para chegar até ela, existe um único caminho, Jesus Cristo.

"[...] Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim"
Evangelho de João 14.6

Eu sei! Se o Arnaldo Jabor ler o que estou escrevendo vai dizer “esse Sandro é um alienado”, é Arnaldo, e quem de nós não é?
Afinal de contas, um pai de família (pai do Pedrinho) que vive sua felicidade suprema trancando a esposa em casa, e pagando prostitutas para vê-las tirando a roupa não é alienado?
Um pipoqueiro que é feliz contanto histórias sobre aventuras sexuais, que ele provavelmente nunca viveu, fazendo trocadilhos de duplo sentido com os garotos na rua, não é alienado?
O seu Noel, uma pessoa sábia e divertida, mas que sente apenas alegria no saudosismo que tem pela Lapa e seus carnavais, não é alienado?
Conhecer e viver a presença infinita de um Deus amoroso que pode, apesar de todos os desafios, desencontros e desprazeres da vida, me fazer supremamente feliz, você pode até chamar de alienação, mas precisa experimentar para saber se estou errado.

“Fizeste-nos, Senhor, para ti,
e o nosso coração anda inquieto
enquanto não descansar em ti”
Santo Agostinho

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Solidão


Eu sempre comento que precisamos aprender a ter momentos de solitude, momentos à sós para refletirmos, para curtirmos a nós mesmos. Mas e quando a solidão não é uma escolha? E quando, pelo contrário, é uma condição e nos sentimos não apenas sozinhos, mas abandonados?



No filme "Harry e Sally, Feitos um para o outro", Harry diz certa vez para Sally uma frase que nunca me esqueci

“quando estamos sozinhos,
a multidão à nossa volta,
não passa de estátuas
e seus rostos
uma galeria de imagens”



Às vezes a solidão nos pega de surpresa, e quando isso acontece o que podemos fazer? 

Me lembrei então de um e-mail, ops, carta,  que o apóstolo Paulo mandou para o seu amigo Timóteo. Paulo comenta na carta que estava sozinho, e que muita gente o havia abandonado e não apareceram nem mesmo para o defender no seu julgamento, tanto que estava preso em Roma, num calabouço frio, úmido e sem luz.

Nesses momentos de solidão, é importante procurar por amigos e é isso que Paulo faz, ele escreve para Timóteo, fala de outros amigos de quem ele tem saudades e pede a Timóteo para vir logo ao seu encontro! Mas Paulo vai além, em certo momento dessa carta, Paulo comenta que, mesmo com todas as dificuldades o Senhor (Jesus Cristo) permaneceu ao seu lado e lhe deu forças.

A solidão também me pega de surpresa e a minha receita tem sido esta, a mesma de Paulo, eu procuro pelos meus amigos, não me permito ficar sozinho, mas principalmente compartilho e busco a presença de Jesus Cristo na minha vida, que sempre me dá forças para atravessar os momentos de solidão.


Como diria os compositores Carlos Colla e Chico Roque na voz da Sandra de Sá


Solidão,
dá um tempo e vá saindo,
de repente eu tô sentindo,
que você vai se dar mal.


@SandroValerius


(Você poderá ler a história de Paulo na segunda carta de Paulo a Timóteo, no início do primeiro capitulo e no quarto capítulo)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Veja como crescem os lírios do campo

Fiz uma viagem até Bauru, e pra variar estava atrasado! 

Fiz a viagem em tempo recorde, eu e o meu “uno voador” chegamos à tempo.
Passei o final de semana em Bauru e na volta já não havia pressa, voltei por algumas estradas antigas, passando por Santa Maria da Serra, São Pedro, Piracicaba. Na volta pude perceber muitas coisas que não havia percebido na ida, principalmente a paisagem!
Plantas, lagos, árvores gigantescas, muitos eucaliptos.


Me lembrei de quando Jesus termina o seu sermão mais famoso, o sermão do monte, ele passa a falar sobre a sobre nossa preocupação com necessidades da vida. Jesus comenta duas coisas que me intrigaram depois dessa viagem. 

Observem as aves do céu,
veja como crescem os lírios do campo


Jesus notava essas pequenas coisas!

Na viagem que eu fiz e não tive a menor condição de observar a paisagem e tantas coisas lindas que Deus criou porque estava correndo, apressado!

Somente na volta, descansado, desatento talvez, distraído com a paisagem e sem preocupações com o tempo, eu fui capaz de perceber detalhes no cenário que já estiveram à minha frente.

Corremos tanto!
Pegamos ônibus, fila do metrô, presos em engarrafamentos, e não sobra tempo para observar coisas simples como a paisagem.

Corremos tanto!
Levamos os filhos na escola, compramos material, deixamos recado na mochila, lembramos que não devem conversar com estranhos, e não recortamos desenhos no chão da sala para colar nos cadernos e nos álbuns.

Corremos tanto!
Pegamos cedo no trabalho, fazemos serão, concorremos a vagas melhores, salários melhores, e não jantamos como família à mesa.

Quero convidar você a fazer o que Jesus fez, parar e observar as coisas simples, que podem se perder no meio do que não é o principal nas nossas vidas!


@SandroValerius

(você encontrará o sermão de Jesus no evangelho de Mateus, capítulo 5)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Novo a cada dia

[...] Quando Jesus e seus discípulos, juntamente com uma grande multidão, estavam saindo da cidade, o filho de Timeu, Bartimeu, que era cego, estava sentado à beira do caminho pedindo esmolas. Quando ouviu que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (Evangelho de Marcos)


Todos os dias Bartimeu saia de casa, se sentava no mesmo lugar, ouvia as mesmas pessoas passando e pedia a mesmas esmolas de sempre. Quando ele saia de casa, tinha apenas uma expectativa: “vou ganhar quanto de esmolas hoje?”.


 É incrível o quanto
a vida desse rapaz
tem a ver com cada um de nós.

Eu não sei quanto a você, mas tenho a impressão de que a cada dia as horas passam mais depressa e os dias são mais curtos. Parece que pulamos de uma festa Junina para dentro do presépio de Natal num piscar de olhos. E nesse corre e corre, sabe o que acontece? Saímos de casa a cada manhã com as mesmas expectativas “vou ganhar quanto de esmola hoje?”.


Bartimeu teve uma surpresa naquele dia, um viajante famoso passava por ali. A rotina de Bartimeu mudou um pouco, pois ele decidiu fazer qualquer coisa para chamar a atenção do viajante, e conseguiu. O dia não seria mais o mesmo, afinal de contas, as expectativas mudaram. 

Você pode não ser um deficiente visual, como Bartimeu, mas as vezes o suficiente para não perceber um dia passando de cada vez. 
Seja como for, hoje é um novo dia, e são novas todas as coisas, as oportunidades, os cumprimentos, a caixa de e-mail, as pessoas na rua! 

Tá legal... a cara das pessoas, as mensagens de e-mail, as saudações são exatamente as mesmas, chamamos de rotina, certo? Mas você pode escolher fazer das mesmices uma novidade. 

O viajante Jesus tem passado por você, deixe que Ele o ajude a perceber algo de novo em cada coisa, pessoa ou lugar! E então, cumprimente como se fosse a primeira vez, limpe essa caixa postal e mande um bom dia para seus amigos, sorria mais, seja gentil e acima de tudo, seja grato por mais uma oportunidade de fazer do seu dia um novo dia!

Ahh e o Bartimeu?
“Vá”, disse Jesus, “a sua fé o curou”.
Imediatamente ele recuperou a visão
e seguiu Jesus pelo caminho.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Feitos à imagem de Deus



Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”
Criou Deus o homem à sua imagem, 
à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou.
Genenis  1.26, 27.

Nesse momento Deus decidiu criar o homem!
Deus não nos fez semelhantes às outras criaturas, Ele decidiu imprimir em nós a sua imagem, quis fazer-nos semelhantes a Ele.

O momento que Genesis registra a queda do homem, o pecado de Adão e Eva, que é tão conhecidos por todos nós, Adão e Eva enfrentam uma crise da identidade criada por Deus. Todos conhecemos a história, Satanás apareceu dizendo pra mulher comer do fruto que estava na árvore do centro do jardim, seja maça ou não seja, o fato é que a serpente diz a mulher “quando você comer desse fruto, você será igual a Deus” (Genesis 3.5), e dessa forma Satanás enganou os dois, e eles comeram do fruto.

Quando leio essa história tão conhecida, não fico muito preso ao fato de Adão e Eva terem desobedecido a Deus, claro que desobediência é um problema grave, mas fico mais preocupado com o argumento da serpente “você será igual a Deus”. Como assim será igual a Deus? O homem e a mulher foram criados semelhantes à imagem de Deus, eles já eram parecidos com Deus, não precisavam do fruto para se parecer com Deus.

Hoje em dia, parece que as coisas não mudaram muito. Como cristãos, não atentamos para o fato de que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e muitas vezes queremos produzir essa imagem através dos nossos próprios esforços. Queremos trabalhar, fazer, acontecer tudo para parecermos com Deus, ou parecermos pequenos deuses, sermos o melhor na faculdade, sermos os melhores no trabalho, sermos os melhores em tudo, porém, nada do que possamos fazer vai nos fazer parecidos com Deus, é como comer do fruto proibido todos os dias. 

Adão e Eva não precisavam fazer nada, eles foram criados à imagem e semelhança de Deus, a única coisa que eles poderiam fazer, ou deveriam ter feito, justamente por serem parecidos com Deus, era compartilhar da sua companhia. A leitura dos capítulos iniciais de Genesis nos dá a entender que Deus caminhava pelo jardim na brisa da tarde, e Ele procurava pelo homem, para se relacionar com ele. Mas houve a queda, Adão e Eva caíram na armadilha, e a partir daí, todos nascemos separados de Deus, sem condições de nos relacionarmos com Ele. 

A boa notícia, é que para voltarmos a ser imagem de Deus, Ele mesmo enviou seu Filho ao mundo, para pagar por essa desobediência humana, pagar por essa tentativa do homem de ser independente de Deus. Através da morte de Jesus Cristo, Deus continua caminhando, procurando pelo homem, querendo compartilhar da sua companhia.

Como Adão e Eva, podemos tentar fazer de tudo para merecermos essa companhia, ou para sermos parecidos com Deus, mas estaremos mais uma vez devorando o fruto, tentando produzir com nossas próprias mãos e vontade uma realidade que Cristo já conquistou, somos feitos à imagem e semelhança de Deus. 

Devemos simplesmente, por meio de Jesus Cristo, compartilhar da companhia de Deus, que nos aguarda ansiosamente, com os ouvidos atentos, ou como diz o Salmista, se inclinando para nos ouvir, como um pai atento ao seu filho pequeno que se agacha para ouvir de perto aquilo que ele tem para falar.


@SandroValerius