segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ansiedade!


Pernas inquietas, unhas devoradas, apetites insaciáveis, taquicardia, sono picado, pesadelos esporádicos, dores de cabeça e uma lista que ainda iria longe! Sim, somos uma geração de ansiosos crônicos, daqueles que de somente ouvir tal palavra já sentem a adrenalina sendo injetada no organismo, com pálpebras se abrindo e o medo de não sei o que aparecendo!
Já se sentiu assim?

Eu já!

Não é fácil, não é gostoso, mas para muitos de nós é simplesmente inevitável. Parece que o chip da ansiedade já veio instalado em nós. Aí, prá dar uma relaxada vamos à televisão assistir um telejornal qualquer...socorro! As notícias são um prato cheio para quem gosta de filmes de terror, suspense ou da iminência do fim do mundo. Parece que o mundo todo está em ebulição e, ao assistir a tudo isto pela tv parece que tal ebulição é transferida automaticamente para dentro do nosso peito.

Álcool, drogas, rivotril e um pouco de reza ou oração são usados para resolver o problema.

É interessante notar que, aparentemente, esse não é um problema tão novo assim, pois a Bíblia diz na primeira carta de Pedro, capítulo 5, versículo 7: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.” Este texto foi escrito no primeira século da era cristã e já tratava de um tema que agora é recorrente em nosso tempo. 

O texto é claro: 


Lancem sobre Deus a ansiedade,
PORQUE ELE TEM
CUIDADO DE VOCÊS!

A meu ver, o problema da ansiedade crônica do nosso tempo tem a ver com a mensagem individualista que diz que cada um deve viver por si, totalmente responsável pelos seus próprios atos e que ninguém nos ajudará em nada! Ou seja, está TUDO sobre os nossos ombros. Aí vem a Bíblia e diz que o peso deveria estar sobre os ombros de Deus! Sim, de um Deus que quer cuidar da nossa vida e nos convida e deixar com Ele a carga para que possamos desfrutar de uma vida plena e liberta.


Isso inclui tudo. Nossos sonhos, projetos, inquietações, neuras, traumas e esquisitices. Tudo precisa ser lançado para Deus, pois somente Ele sabe cuidar do lixo que guardamos dentro de nós e que vai constantemente apodrecendo nosso caminhar.

Ao ler isto você não ficará menos ansioso. Ao colocar, até mesmo, essa leitura nos braços de Deus vai!


Este é o convite, este é meu desejo. Para mim, para você, para todos nós!
Paz!

Veja outros posts do Marquito no "Blog do Marquito"

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Relacionamentos duradouros!


Imagine esta cena: numa mesa da praça de alimentação de um shopping uma família almoça, e paira grande silêncio no ar. Respeito admirável durante a refeição? Não! O pai está no telefone aos berros com um cliente. A mãe lê atenta “A Cabana”. O filho brinca com o seu novo PS2 portátil. E a filha ouve músicas no seu iThouch. É a representação viva do hit “cada um no seu quadrado”, do individualismo exacerbado. Essa é uma realidade que, imperceptivelmente, tem distanciado casais sob um mesmo teto, e adoecido a saúde conjugal.

Muita gente se pergunta por que certas uniões não resistem bravamente ao tempo, vencendo problemas e desentendimentos. Entre tantas possíveis causas, a falta do diálogo, de ouvir ao outro, atitudes perdidas em meio a um cotidiano tão esgotado, pode ser uma das principais. 

Uma união sólida requer muita paciência, compreensão e, principalmente, muito diálogo. Pois o próprio Deus usa a comunicação para se relacionar. Deus se comunica conosco (Gn 1.3), com o Filho e com o Espírito Santo (Gn 1.26)! 

Assim, podemos dizer que a comunicação é uma realidade intrínseca da nossa natureza, pois somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Estudiosos concordam com essa tese, dizendo que “bons níveis de saúde familiar se encontram associados a uma comunicação efetiva entre os membros da família” (Adriana Wagner, psicóloga).

É necessário lembrar que quem sabe dialogar é quem sabe ouvir. Quando cônjuges ou pais e filhos deixam de ouvir um ao outro, raramente os relacionamentos se desenvolvem, se enriquecem, se aprofundam. Por isso muitos mal-entendimentos acontecem, tornando a união deficiente e os erros de comunicação frequentes. Muitos dos distanciamentos nos relacionamentos são frutos da pouca sensibilidade em ouvir.

O escritor Brian Tracy afirma que “saber ouvir estabelece um vínculo de confiança, que é o fundamento de todos os relacionamentos duradouros”. 

Em Filipenses 4. 2, o apóstolo Paulo censura duas pessoas para que “pensem concordemente”. Mesmo com posições divergentes, era necessário que elas se comunicassem em comum e em harmonia no Senhor, a fim de que o relacionamento delas como membros de uma comunidade cristã pudesse ser forte e duradouro! 

É necessário que haja uma comunicação sincera e constante entre marido e esposa, pais e filhos, deixando interesses egoístas de lado, mesmo em uma época tão individualista e, por incrível que pareça, "incomunicável"! Assim, veremos mais uniões duradouras, nossas famílias serão fortalecidas e edificadas no Deus, criador da família, e transmitiremos àqueles que nos rodeiam exemplos de uma verdadeira família cristã.


@Renatim


Renato Ribeiro também escreve o blog "Da Teoria à Pratica"