segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Relacionamentos duradouros!


Imagine esta cena: numa mesa da praça de alimentação de um shopping uma família almoça, e paira grande silêncio no ar. Respeito admirável durante a refeição? Não! O pai está no telefone aos berros com um cliente. A mãe lê atenta “A Cabana”. O filho brinca com o seu novo PS2 portátil. E a filha ouve músicas no seu iThouch. É a representação viva do hit “cada um no seu quadrado”, do individualismo exacerbado. Essa é uma realidade que, imperceptivelmente, tem distanciado casais sob um mesmo teto, e adoecido a saúde conjugal.

Muita gente se pergunta por que certas uniões não resistem bravamente ao tempo, vencendo problemas e desentendimentos. Entre tantas possíveis causas, a falta do diálogo, de ouvir ao outro, atitudes perdidas em meio a um cotidiano tão esgotado, pode ser uma das principais. 

Uma união sólida requer muita paciência, compreensão e, principalmente, muito diálogo. Pois o próprio Deus usa a comunicação para se relacionar. Deus se comunica conosco (Gn 1.3), com o Filho e com o Espírito Santo (Gn 1.26)! 

Assim, podemos dizer que a comunicação é uma realidade intrínseca da nossa natureza, pois somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Estudiosos concordam com essa tese, dizendo que “bons níveis de saúde familiar se encontram associados a uma comunicação efetiva entre os membros da família” (Adriana Wagner, psicóloga).

É necessário lembrar que quem sabe dialogar é quem sabe ouvir. Quando cônjuges ou pais e filhos deixam de ouvir um ao outro, raramente os relacionamentos se desenvolvem, se enriquecem, se aprofundam. Por isso muitos mal-entendimentos acontecem, tornando a união deficiente e os erros de comunicação frequentes. Muitos dos distanciamentos nos relacionamentos são frutos da pouca sensibilidade em ouvir.

O escritor Brian Tracy afirma que “saber ouvir estabelece um vínculo de confiança, que é o fundamento de todos os relacionamentos duradouros”. 

Em Filipenses 4. 2, o apóstolo Paulo censura duas pessoas para que “pensem concordemente”. Mesmo com posições divergentes, era necessário que elas se comunicassem em comum e em harmonia no Senhor, a fim de que o relacionamento delas como membros de uma comunidade cristã pudesse ser forte e duradouro! 

É necessário que haja uma comunicação sincera e constante entre marido e esposa, pais e filhos, deixando interesses egoístas de lado, mesmo em uma época tão individualista e, por incrível que pareça, "incomunicável"! Assim, veremos mais uniões duradouras, nossas famílias serão fortalecidas e edificadas no Deus, criador da família, e transmitiremos àqueles que nos rodeiam exemplos de uma verdadeira família cristã.


@Renatim


Renato Ribeiro também escreve o blog "Da Teoria à Pratica"

Um comentário:

Sandro Valérius disse...

Muito boa reflexão Renato!
Hoje em dia, a correria, o estresse, o excesso de compromisso e tudo isso somado às facilidades das comunicações nos afastam cada vez mais da comunicação mais importante que temos, a nossa família!
Obrigado por nos fazer pensar e refletir sobre isso!

Grande abraço!