terça-feira, 18 de setembro de 2012

O verdadeiro Milagre


Talvez você já tenha ouvido falar sobre a multiplicação dos pães!

Foi numa das vezes que Jesus falava com um grande número de pessoas, e resolveram partilhar um pouco de alimento e simplesmente o alimento foi suficiente para uma multidão que não acabava mais! 


Incrível mesmo...

Muitas pessoas se referem a esse evento e sempre se lembram de como tudo aconteceu, e o principal feito é a comida que foi multiplicada... usam essa referência pra dizer e enfatizar a multiplicação! 

Fala sério... já pensou?

Se seu carro na garagem se multiplicasse? Ok, daria problemas com placas clonadas, mas ainda assim seria legal! Ou se as moedas no cofrinho de lata se multiplicasse? Ou se o próprio cofrinho se multiplicasse! Ahh porque não pensar no mundo de papel, e se os dígitos na sua conta corrente se multiplicasse? (óbvio que quando ela está positiva, multiplicar os números com a conta negativa é um milagre muito comum).

O que ninguém percebe é que o verdadeiro milagre nessa história, é que o próprio Jesus está nela! Sim, ele está entre as pessoas!
No início dessa narrativa Jesus está cansado e seguindo para um lugar sossegado, mas ele acolhe as pessoas que o procuram... ele está entre o povo!

Tudo bem... isso aconteceu há mais de vinte séculos atrás... a comida que se multiplicou, acabou... a fome do povo que comeu essa comida, também voltou...

Há vinte séculos ele estava com essas pessoas, e ainda hoje, continua ao nosso lado todos os momentos da nossa vida!

Quando alguém ficar enfatizando os milagres, veja se por acaso não estão esquecendo da melhor parte, que é o próprio Deus acolhendo as pessoas, ouvindo e cuidando dos seus filhos!


Você pode conhecer mais sobre a multiplicação dos pães lendo o evangelho de Lucas, capítulo 9, a partir do versículo 10.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Descanso


Nesse feriado, quando sai da cama, depois de um banho, um café, peguei o computador e enquanto via algumas mensagens e e-mails, um aluno me chamou e perguntou sobre provas, se eu tinha corrigido.

Olhei para o relógio, dia chuvoso diga-se de passagem, as crianças querendo chocolate, dia chuvoso, o aluno no face perguntando sobre provas... 

Um dia Deus resolveu construir todo o nosso universo, e de maneira bem poética o livro de Gênesis registra cada ato criador de Deus... Ele foi criativo e minucioso em cada planta, animal ou mineral que criou.

Partes da sua criação ainda são descobertas e mostradas National Geographic, e em cada uma das reportagens que anunciam um fungo, uma planta ou um inseto que eram até então desconhecidos eu penso “puxa, Deus criou isso a milhões de anos e o homem não sabia!”
Chegou um momento em que Deus olhou para toda a sua criação e disse “ufa... acabei”.

“Quando chegou o sétimo dia,
Deus havia terminado sua obra.
No sétimo dia,
Ele descansou de toda a sua obra”

Gênesis 2.2, “A Mensagem”

Deus podia muito bem continuar criando, não é mesmo? Mais uma cor, mais uma planta, só mais uma estrela, mas Deus se contentou... então ele apenas disse “está bom”.

Essa é uma lição que nós demoramos a aprender!

Precisamos num certo momento olharmos para nosso trabalho, para nossos móveis, para nossos carros, para nossa conta bancária e dizermos “está bom”.

O descanso é mais que uma pausa na semana, é uma atitude de satisfação, aprender a se satisfazer com o que se tem e dizer “agora é hora de parar

Nossas famílias precisam disso, nossos filhos, nossas própria saúde precisa desse descanso.

Então... que tal num feriado como este, num sábado ou numa temporada de férias com a família apenas dizer “está bom... agora vou descansar”.

Até mais, eu vou comer chocolate!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Páscoa

Segundo um velho costume, durante a Páscoa o governador libertava um único prisioneiro, escolhido pelo povo. Na ocasião, o infame Barrabás estava na prisão. Dirigindo-se ao povo, Pilatos perguntou: “Qual prisioneiro vocês querem que eu perdoe: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?”. Eles disseram: “Barrabás”. “Então, o que farei com Jesus, chamado Cristo?”, insistiu. Todos gritaram: “Crucifique-o!”. (Mt 27.12,13,22)

A primeira celebração da Páscoa (Pessach), ocorreu quando Deus enviou as dez pragas sobre o Egito. O faraó egípcio escravizou os judeus porque eles se haviam tornado numerosos. Os israelitas clamaram a Deus, e ele lhes enviou um libertador chamado Moisés. Através deste homem Deus trouxe uma série de 9 pragas sobre o Egito com a intenção de persuadir Faraó a libertar os israelitas. Como Faraó não mudou de idéia, Deus anunciou a 10ª e última praga. Deus anunciou a Moisés que em determinada noite, ele enviaria o anjo da morte para matar o primogênito de toda casa no Egito. Isto convenceria Faraó a deixar o povo partir.

Mas e os israelitas?

Deus salvaria os israelitas da seguinte maneira: Os chefes das famílias judaicas deveriam tomar um cordeiro sem manchas e defeitos, matá-lo e pintar com seu sangue o batente da porta. Quando o anjo passasse por ali e visse o sangue do cordeiro na porta, ele passaria de largo por aquela casa e não mataria o primogênito. Os judeus entenderam que o cordeiro morrera como substituto pelo primogênito em cada família. 

Deus então estabeleceu a festa da Páscoa como memorial para Israel celebrar a cada ano, e assim nunca se esquecer de sua libertação do Egito, terra de escravidão.

Aproximadamente 1.500 anos depois, por ocasião de uma celebração da Páscoa, Jesus, o Cristo, estava preso por acusação de blasfêmia diante de Pilatos juntamente com Barrabás que havia sido acusado por assassinato. Na celebração da Páscoa um preso era liberto e perdoado de suas acusações. O governador então perguntou aos religiosos ali presentes quais dos dois deveriam ser libertos. O povo foi convencido a gritar pela liberdade de Barrabás e pela crucificação de Jesus.

Um justo sendo acusado injustamente, enquanto um injusto e assassino é solto para viver em liberdade. Temos aqui um prenúncio do que aconteceria alguns momentos depois na cruz. Mais uma vez o mundo presenciaria um justo morrendo no lugar de um injusto.

Hoje é sexta-feira santa, é um dia o qual precisamos lembrar que um justo morreu para que um injusto pudesse viver. Hoje eu posso viver porque um dia O Justo, o homem que era e é de fato Deus, morreu por mim.

Convido você a ter alguns momentos de reflexões sobre a sua vida nos próximos dias. Tentando entender o significado do que aconteceu naquela sexta-feira. E no domingo, incentivo você a procurar uma igreja na sua cidade para glorificar e exaltar este Jesus que hoje está vivo. 

Que o Senhor o abençoe e te traga vida!


Você pode ler outros textos do Daniel de Castro Alves no blog "Simples Assim"

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Jesus de carro popular

Minha namorada riu de mim, disse que se eu não chegar cedo na igreja, não encontro lugar para estacionar o carro próximo da entrada. O assunto nos fez rir e lembrar de algumas histórias de pastores que conhecemos, como ter vaga privativa com cones isolando a área na porta da igreja, ou exigências e outras regalias que alguns lideres exigem para visitar uma comunidade. 

Ilustração de Pietro Lorenzetti, 1320
Neste domingo (início da semana santa), comemoramos o Domingo de Ramos,  dia que Jesus chega em Jerusalém. Ele não solicitou regalias, hotéis especiais e não exige um carro chique, aliás, entrou na cidade de carro econômico, popular, um jumentinho, e resolvi pesquisar sobre os monarcas no Antigo Testamento

Olha o que eu descobri.

Quando um rei chegava numa região declarando guerra, querendo dominar e controlar tudo e todos. Ele chegava num alazão. O cavalo era o símbolo de que haveria um quebra-pau daqueles e de que o exército deveria se preparar.
Mas, quando o rei buscava a paz, aliança, relacionamento, amizade, ele chegava montado num jumentinho.

É óbvio que dirigir um carro popular ou um carro elegante não é o x da questão.
Mas não posso negar que a postura de alguns líderes religiosos, que dão tanto valor a si mesmos, deve nos encucar com a pergunta: "será que são discípulos que proclamam a paz ou monarcas interessado em domínio?"

Eu quero ser um discípulo que proclama a paz.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Prosperidade

Eu creio sim na prosperidade!

“Aleluia! Como é feliz o homem que teme o Senhor
e tem grande prazer em seus mandamentos!
Seus descendentes serão poderosos na terra,
serão uma geração abençoada,
de homens íntegros.
Grande riqueza há em sua casa,
e a sua justiça dura para sempre.”
Salmo 112.1-3

Quando leio o Salmo como o 112, não posso ignorar que o Senhor promete grandes riquezas aos seus filhos! Mas esse salmo está falando de alguém que possui duas características que considero primárias, alguém que teme ao Senhor e tem prazer nos seus mandamentos.



Pessoas com esses princípios,
tem prosperidade sim!
Quer saber porque?



Homens e mulheres que escolhem viver segundo os preceitos de Deus em suas vidas, vão administrar seu lar com sabedoria, e isso inclui administrar as finanças, administrar o consumo! Antes de trocar de carro, eles vão calcular, antes de assumir prestações vão avaliar a necessidade! Antes de esgotar suas reservas vão pensar em fazer uma poupança.

O temor do Senhor é princípio de sabedoria e administrar sabiamente aquilo que temos está entre os ensinamentos que temos na palavra de Deus. Não é mágica, é graça de Deus que nos ensina, nos orienta e nos ajuda.

Agora! Qualquer outro método que dispense o temor ao Senhor e o prazer nos seus mandamentos, ou acrescente qualquer distorção a esses princípios, tem outro nome, charlatanismo!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Uma Razão para viver

Todos nós temos alguns gostos pessoais, e uma das coisas que gosto e que me agradam muito é a música. Na música o que muito me chama a atenção são as letras. Gosto de letras bem feitas, bem pensadas, que me façam refletir, que me digam algo pra pensar, que chame a minha atenção. Parei para refletir um pouco sobre o trecho pequeno de uma música composta por um brasileiro conhecido como Cazuza.

Em uma de suas músicas, Cazuza declara: “[...], pois aquele garoto que ia mudar o mundo, agora assiste a tudo em cima do muro”, e conclui seu pensamento com o seguinte refrão: “ideologia eu quero uma pra viver”.

Duas coisas ficam claras nestes trechos selecionados; a primeira delas diz respeito aos objetivos, aos sonhos grandiosos e nobres de um jovem que sonhava em fazer algo tão impactante a ponto de transformar o mundo. No entanto, por causa das circunstâncias desfavoráveis à ele, tais sonhos ficaram para trás. “Aquele garoto” desistiu de lutar, desistiu de fazer algo ativamente por aquilo que acredita. “Aquele garoto” tornou-se um passivo expectador, assistindo a tudo que acontece “em cima do muro” sem tomar uma posição, sem seguir um caminho.

A segunda delas mostra que diante dessa situação, sem ação, inerte, sem um sentimento na vida, sem uma razão pra viver, “aquele garoto” abre o coração numa espécie de clamor, numa espécie de pedido de socorro dizendo: “ideologia, eu quero uma pra viver”. A vida de toda e qualquer pessoa precisa de uma razão, de um sentido, de um porque. Ninguém vive a vida de forma plena sem lutar ativamente por aquilo que acredita. Ninguém vive a vida de forma plena sem uma razão pra viver, sem acreditar em algo que vá além de si mesmo. “Aquele garoto” perdeu sua razão de viver e clamou desesperadamente para reencontrar aquilo que havia perdido.

E quanto a nós? Recebemos de Deus o privilégio de participar da transformação que Deus está realizando no mundo; fomos transformados e chamados a participar ativamente da obra de Deus. Continuamos a acreditar que somos instrumentos de Deus para mudar o mundo? Continuamos a sonhar os sonhos que Deus tem para nós mesmo que as circunstâncias nos sejam adversas? Ou diante dos problemas também temos desistido daquilo que acreditamos e nos tornado passivos expectadores “em cima do muro”, assistindo a tudo sem lutar ativamente por nada, sem seguir um caminho?
Paulo deixou registradas palavras desafiadoras para aqueles que deixaram de acreditar na transformação do mundo por causa dos problemas e tornaram-se passivos expectadores.

Paulo diz: “[...]; antes, com toda ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engradecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.

A razão da vida de Paulo é Cristo; Paulo viveu ativa e ousadamente sua fé em Jesus AQUI, não ficou “assistindo a tudo em cima do muro”. Paulo desejava sim estar com Jesus na glória, mas entendeu que seu papel era ser instrumento de transformação AQUI e manifestar o nome de Jesus AQUI, e isso ele o fez com todas as suas forças até a morte. Essa é a nossa “ideologia”, essa é a nossa razão para viver.

Vivamos ativa e ousadamente nossa fé em Jesus, sem abandonar nossa razão de ser e de viver.