quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Uma Razão para viver

Todos nós temos alguns gostos pessoais, e uma das coisas que gosto e que me agradam muito é a música. Na música o que muito me chama a atenção são as letras. Gosto de letras bem feitas, bem pensadas, que me façam refletir, que me digam algo pra pensar, que chame a minha atenção. Parei para refletir um pouco sobre o trecho pequeno de uma música composta por um brasileiro conhecido como Cazuza.

Em uma de suas músicas, Cazuza declara: “[...], pois aquele garoto que ia mudar o mundo, agora assiste a tudo em cima do muro”, e conclui seu pensamento com o seguinte refrão: “ideologia eu quero uma pra viver”.

Duas coisas ficam claras nestes trechos selecionados; a primeira delas diz respeito aos objetivos, aos sonhos grandiosos e nobres de um jovem que sonhava em fazer algo tão impactante a ponto de transformar o mundo. No entanto, por causa das circunstâncias desfavoráveis à ele, tais sonhos ficaram para trás. “Aquele garoto” desistiu de lutar, desistiu de fazer algo ativamente por aquilo que acredita. “Aquele garoto” tornou-se um passivo expectador, assistindo a tudo que acontece “em cima do muro” sem tomar uma posição, sem seguir um caminho.

A segunda delas mostra que diante dessa situação, sem ação, inerte, sem um sentimento na vida, sem uma razão pra viver, “aquele garoto” abre o coração numa espécie de clamor, numa espécie de pedido de socorro dizendo: “ideologia, eu quero uma pra viver”. A vida de toda e qualquer pessoa precisa de uma razão, de um sentido, de um porque. Ninguém vive a vida de forma plena sem lutar ativamente por aquilo que acredita. Ninguém vive a vida de forma plena sem uma razão pra viver, sem acreditar em algo que vá além de si mesmo. “Aquele garoto” perdeu sua razão de viver e clamou desesperadamente para reencontrar aquilo que havia perdido.

E quanto a nós? Recebemos de Deus o privilégio de participar da transformação que Deus está realizando no mundo; fomos transformados e chamados a participar ativamente da obra de Deus. Continuamos a acreditar que somos instrumentos de Deus para mudar o mundo? Continuamos a sonhar os sonhos que Deus tem para nós mesmo que as circunstâncias nos sejam adversas? Ou diante dos problemas também temos desistido daquilo que acreditamos e nos tornado passivos expectadores “em cima do muro”, assistindo a tudo sem lutar ativamente por nada, sem seguir um caminho?
Paulo deixou registradas palavras desafiadoras para aqueles que deixaram de acreditar na transformação do mundo por causa dos problemas e tornaram-se passivos expectadores.

Paulo diz: “[...]; antes, com toda ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engradecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.

A razão da vida de Paulo é Cristo; Paulo viveu ativa e ousadamente sua fé em Jesus AQUI, não ficou “assistindo a tudo em cima do muro”. Paulo desejava sim estar com Jesus na glória, mas entendeu que seu papel era ser instrumento de transformação AQUI e manifestar o nome de Jesus AQUI, e isso ele o fez com todas as suas forças até a morte. Essa é a nossa “ideologia”, essa é a nossa razão para viver.

Vivamos ativa e ousadamente nossa fé em Jesus, sem abandonar nossa razão de ser e de viver. 

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