terça-feira, 10 de abril de 2012

Páscoa

Segundo um velho costume, durante a Páscoa o governador libertava um único prisioneiro, escolhido pelo povo. Na ocasião, o infame Barrabás estava na prisão. Dirigindo-se ao povo, Pilatos perguntou: “Qual prisioneiro vocês querem que eu perdoe: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?”. Eles disseram: “Barrabás”. “Então, o que farei com Jesus, chamado Cristo?”, insistiu. Todos gritaram: “Crucifique-o!”. (Mt 27.12,13,22)

A primeira celebração da Páscoa (Pessach), ocorreu quando Deus enviou as dez pragas sobre o Egito. O faraó egípcio escravizou os judeus porque eles se haviam tornado numerosos. Os israelitas clamaram a Deus, e ele lhes enviou um libertador chamado Moisés. Através deste homem Deus trouxe uma série de 9 pragas sobre o Egito com a intenção de persuadir Faraó a libertar os israelitas. Como Faraó não mudou de idéia, Deus anunciou a 10ª e última praga. Deus anunciou a Moisés que em determinada noite, ele enviaria o anjo da morte para matar o primogênito de toda casa no Egito. Isto convenceria Faraó a deixar o povo partir.

Mas e os israelitas?

Deus salvaria os israelitas da seguinte maneira: Os chefes das famílias judaicas deveriam tomar um cordeiro sem manchas e defeitos, matá-lo e pintar com seu sangue o batente da porta. Quando o anjo passasse por ali e visse o sangue do cordeiro na porta, ele passaria de largo por aquela casa e não mataria o primogênito. Os judeus entenderam que o cordeiro morrera como substituto pelo primogênito em cada família. 

Deus então estabeleceu a festa da Páscoa como memorial para Israel celebrar a cada ano, e assim nunca se esquecer de sua libertação do Egito, terra de escravidão.

Aproximadamente 1.500 anos depois, por ocasião de uma celebração da Páscoa, Jesus, o Cristo, estava preso por acusação de blasfêmia diante de Pilatos juntamente com Barrabás que havia sido acusado por assassinato. Na celebração da Páscoa um preso era liberto e perdoado de suas acusações. O governador então perguntou aos religiosos ali presentes quais dos dois deveriam ser libertos. O povo foi convencido a gritar pela liberdade de Barrabás e pela crucificação de Jesus.

Um justo sendo acusado injustamente, enquanto um injusto e assassino é solto para viver em liberdade. Temos aqui um prenúncio do que aconteceria alguns momentos depois na cruz. Mais uma vez o mundo presenciaria um justo morrendo no lugar de um injusto.

Hoje é sexta-feira santa, é um dia o qual precisamos lembrar que um justo morreu para que um injusto pudesse viver. Hoje eu posso viver porque um dia O Justo, o homem que era e é de fato Deus, morreu por mim.

Convido você a ter alguns momentos de reflexões sobre a sua vida nos próximos dias. Tentando entender o significado do que aconteceu naquela sexta-feira. E no domingo, incentivo você a procurar uma igreja na sua cidade para glorificar e exaltar este Jesus que hoje está vivo. 

Que o Senhor o abençoe e te traga vida!


Você pode ler outros textos do Daniel de Castro Alves no blog "Simples Assim"

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Jesus de carro popular

Minha namorada riu de mim, disse que se eu não chegar cedo na igreja, não encontro lugar para estacionar o carro próximo da entrada. O assunto nos fez rir e lembrar de algumas histórias de pastores que conhecemos, como ter vaga privativa com cones isolando a área na porta da igreja, ou exigências e outras regalias que alguns lideres exigem para visitar uma comunidade. 

Ilustração de Pietro Lorenzetti, 1320
Neste domingo (início da semana santa), comemoramos o Domingo de Ramos,  dia que Jesus chega em Jerusalém. Ele não solicitou regalias, hotéis especiais e não exige um carro chique, aliás, entrou na cidade de carro econômico, popular, um jumentinho, e resolvi pesquisar sobre os monarcas no Antigo Testamento

Olha o que eu descobri.

Quando um rei chegava numa região declarando guerra, querendo dominar e controlar tudo e todos. Ele chegava num alazão. O cavalo era o símbolo de que haveria um quebra-pau daqueles e de que o exército deveria se preparar.
Mas, quando o rei buscava a paz, aliança, relacionamento, amizade, ele chegava montado num jumentinho.

É óbvio que dirigir um carro popular ou um carro elegante não é o x da questão.
Mas não posso negar que a postura de alguns líderes religiosos, que dão tanto valor a si mesmos, deve nos encucar com a pergunta: "será que são discípulos que proclamam a paz ou monarcas interessado em domínio?"

Eu quero ser um discípulo que proclama a paz.