segunda-feira, 2 de abril de 2012

Jesus de carro popular

Minha namorada riu de mim, disse que se eu não chegar cedo na igreja, não encontro lugar para estacionar o carro próximo da entrada. O assunto nos fez rir e lembrar de algumas histórias de pastores que conhecemos, como ter vaga privativa com cones isolando a área na porta da igreja, ou exigências e outras regalias que alguns lideres exigem para visitar uma comunidade. 

Ilustração de Pietro Lorenzetti, 1320
Neste domingo (início da semana santa), comemoramos o Domingo de Ramos,  dia que Jesus chega em Jerusalém. Ele não solicitou regalias, hotéis especiais e não exige um carro chique, aliás, entrou na cidade de carro econômico, popular, um jumentinho, e resolvi pesquisar sobre os monarcas no Antigo Testamento

Olha o que eu descobri.

Quando um rei chegava numa região declarando guerra, querendo dominar e controlar tudo e todos. Ele chegava num alazão. O cavalo era o símbolo de que haveria um quebra-pau daqueles e de que o exército deveria se preparar.
Mas, quando o rei buscava a paz, aliança, relacionamento, amizade, ele chegava montado num jumentinho.

É óbvio que dirigir um carro popular ou um carro elegante não é o x da questão.
Mas não posso negar que a postura de alguns líderes religiosos, que dão tanto valor a si mesmos, deve nos encucar com a pergunta: "será que são discípulos que proclamam a paz ou monarcas interessado em domínio?"

Eu quero ser um discípulo que proclama a paz.

2 comentários:

PauloCoghi disse...

Essa eu gostaria de não esquecer mais. Obrigado pelo post. :)

Sandro Valérius disse...

Obrigado pelo comentário!